Nesta segunda-feira (17), grandes manifestações tomaram conta do Brasil,
em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte,
Salvador, Belém, Maceió, Vitória e Porto Alegre, entre outras. Estima-se
que, contando todos municípios, cheguem a 500 mil pessoas nas ruas.
Na TV, a cobertura foi intensa em dois canais: Record e Band.
A rede de Edir Macedo ficou ao vivo, mostrando a movimentação em todo
o país durante o “Cidade Alerta”, de Marcelo Rezende, com links em
quase todas as cidades.
A transmissão da emissora foi elogiada, não só por trazer informações
de todo o Brasil, mas também pelo tom de indignação que Marcelo usava. E
a audiência respondeu: segundo dados prévios, o “Cidade Alerta” chegou a
picos de 16 pontos no Ibope da Grande SP.
Outra cobertura elogiada foi a da Band, que cancelou o pós-jogo de Taiti
x Nigéria pela Copa das Confederações e foi diretamente para o “Brasil
Urgente”. Às 20h30, o canal também derrubou a exibição do “Show da Fé” e
exibiu um plantão comandado pelo jornalista José Luiz Datena.
Já a Globo foi duramente criticada. A emissora não cortou a exibição de
suas novelas e apenas deu boletins durante os intervalos. Mais tarde, o
"Jornal Nacional" separou 16 minutos iniciais para falar dos protestos e
não citou a Copa das Confederações.
Inclusive, Patrícia Poeta leu um editorial criticando os manifestos e
dizendo: “A Globo não tem nada a esconder. A Rede Globo apoia as
manifestações e quer o que seja melhor para o Brasil”.
Porém, a emissora mais criticada nas redes sociais foi o SBT. O canal
não cortou a exibição das séries “As Visões da Raven” e “Eu, a Patroa e
as Crianças” e colocou apenas um pequeno plantão às 19h02.
No “SBT Brasil”, o jornal deu amplo destaque para os protestos, porém,
nos últimos 10 minutos, a apresentadora infantil Maísa Silva entrou no
na bancada para divulgar a próxima novela da rede, o remake de
“Chiquititas”. Trata-se de uma ação publicitária já programada.